artista

Ricardo Masi é formado pela PUC-GO (PUC- Pontifícia Universidade Católica de Goiás Arquitetura e Urbanismo – Conclusão : 2014/ 1). Além de atuar na área da arquitetura e design, como artista plástico abstrai da arte tridimensional para compor trabalhos originais. Inspirado pela arte tradicional japonesa do origami começou seu trabalho de composições em 2015 e desde então flui entre estilos contemporâneos e inspira-se em grandes artistas brasileiros como Helio Oiticica e Lygia Clark.

 

Para além das dobras no papel, o artista utiliza de materiais diversos como a cerâmica (para composição de painéis artísticos, inspirados nos painéis de azulejos de Athos Bulcão) e a resina polida, para esculpir obras iluminadas, brincando com o conceito de luz e projeção de sombras. Inspirando-se também na literatura, desenvolve desde 2017 uma pesquisa sobre a obra do escritor Italo Calvino. Intitulada Cidades Invisíveis (mesmo nome da obra literária) a coleção buscar abstrair palavras em recortes e dobras no papel, reproduzindo o mundo fantástico e as metáforas descritas por Marco Polo ao imperador mongol Kublai Khan.

 

Participou de exposições coletivas, como a exposição Amorfia, realizada em 2018 no Escritório de Arte Stella Isaac e Tabriz. Junto com mais 5 novos artistas explorou o conceito da palavra “Amorfia”, retratando o impulso de se conectar com o outro, e cada um consigo mesmo, com a fluidez essencial para tempos de embrutecimento. A exposição foi uma verdadeira confraria de artistas de variadas produções com diversidade técnica e lingüística, na busca incansável da experimentação. 

 

Desenvolve atualmente um estudo sobre formas urbanas, decompondo as imagens de satélite das cidades, agregando as formas de praças, prédios e ruas em composições coloridas e testando a projeção de sombras dos origamis. O destaque das formas e sombras aparece como escamas de uma criatura, pois como o artista acredita, as cidades não são estáticas, mas dinâmicas e vivas. A obra “Per S. Marco”, parte desse estudo, já faz parte do acervo da galeria Potrich, que completa este ano 40 anos de atuação no mercado das artes do estado.